|
Nova pagina 1
|
 |
| |
| Imprensa
>> De pé sobre o natural |
| |
| De
pé sobre o natural |
|
|
Pisar sobre a madeira dá a sensação de retorno às origens, de contato com a
natureza. Só isso já bastaria para explicar o sucesso dos deques na área
externa, sobretudo quando se trata dos espaços para o lazer privado (mas ao
ar livre), refúgios do homem urbano atual. Mas outras características como a
boa relação custo x benefício, a resistência e a facilidade de manutenção
aumentam ainda mais a lista de respostas prontas para serem recitadas
diantes da pergunta: "Por que escolher um deque?"
Outro bom motivo: trata-se de uum piso permeável e, por essa razão,
ecologicamente correto. Por ele, a água escoa em direção ao solo, ao
contrário da cerâmica, por exemplo, que impermiabiliza a terra e ajuda,
dessa forma, a agravar problemas como enchentes nas grandes cidades.
Deques são herança da indústria naval para a construção civil. As réguas de
madeira instaladas lado a lado foram usadas primeiro na confecção do piso de
embarcações. Pouco a pouco, a idéia apontou nas cidades e passou a fazer
parte do repertório de possibilidades na construção de casas. Métodos
construtivos variado têm, em comum, a característica de ser relativamente
simples.
As réguas encontradas no mercado têm, em geral, 7, 10, 12 ou 14 centímetros
de largura e cantos arrendondados, mas outras medidas podem ser feitas sob
encomenda. Elas devem ser instaladas com intervalos de 2 milímetros a 2
centímetros. Outra regra geral é deixar um vão, mesmo que milimétrico, entre o contrapiso e a madeira para permitir a ventilação e evitar que as tábuas
empenem. Vãos grandes pedem que seja previsto um alçapão para limpeza,
desnecessário se o deque for modular, com possibilidade de remoção dos
quadros.
|
|
|
|
|
Relaxamento em um espaço ZEN, que inspira calma e meditação. Com essa
proposta, a arquiteta Rose Chaves criou essa área de spa, com decoração
pincelada por elementos orientais.
No solarium, parte que fica ao ar livre, as réguas de ipê do deque unem-se à cerâmica da Roca - garantem, assim, o
aspecto contemporâneo do conjunto, reforçado pelos móveis brancos de
inspiração minimalista.
Madeira e tons de terra predominam no spa, que conta com hidromassem e futon. A cobertura de policarbonato deixa passar luz
natural.
|
|
|
A montagem diretamente sobre o solo é feita com réguas pregadas ou
parafusadas em barrotes (espécie de bloquetos colocados a cada 50 cm), sob
as quais se coloca material que favoreça o escoamento, como brita.
Os pregos e parafusos costumam ser escondidos por cavilhas, que melhoram o
acabamento e evitam que o metal esquente com o sol e provoque acidentes.
Outra opção é montar sobre estrutura de madeira suspensa, formada por ripas,
como se fosse um estrado de colchão - o que pode ser feito a qualquer
altura.
Lajes e pisos preexistentes de cerâmica, lajotas e pedras podem ser parcial
ou integralmente cobertos por um deque. Paginações possíveis? Paralela, meia
esquadria (formando quinas), diagonal e xadrez são algumas possibilidades.
"Mas, é preciso lembrar que é um piso vazado. Portanto, pensar da drenagem
abaixo dele é fundamental", ressalva a arquiteta Andrea Gonzaga.
A liberdade que os deques dão aos arquitetos e decoradores é um dos
atributos elogiados pelos profissionais. Esse tipo de piso serve como base
para diferentes estilos decorativos - além de ser muito resistente, o que
permite sua colocação em áreas de bastante tráfego de pessoas. Um simples
clima de fazenda pede bancos de madeira e redes; o de praia e ressaltado por
móveis e acessórios de fibras naturais.
Ambientes temáticos como um jardim oriental e um gazebo balinês ou ainda uma
varanda minimalista com móveis de linhas retas e peças de design são idéias
que cabem sobre um deque.
|
 |
Com 8 m² de área, o pequeno deque (Bella Telha), projetado pela designer de
interiores Marli Assis, deu outro uso ao terraço do apartamento de
cobertura.
Junto com a piscina revestida em mosaico de pastilhas, a
estrutura de madeira conferiu clima de jardim, onde é possível deitar para
tomar sol, descansar nos degraus curvos que também fazem papel de bancos ou
observar, do alto, a paisagem da cidade.
Contemporâneo, o deque conta com cachepôs embutidos, os que dá a impressão de que as folhagens brotam do
chão. |
|
|
|
Embora a cor natural da madeira seja o acabamento mais procurado, é possível
pintar as tábuas com tintas esmalte ou óleo. O verniz marítimo realça os
veios; já o pigmentado simula a cor de outras espécies de madeira não
adequadas à construção de deques, como imbuia, cerejeira, mogno, cedro e
nogueira. Quando exposto ao sol e a chuva, o acabamento preferido pelos
profissionais é o stain, produto à base de água que hidrata a madeira, tem
filtro solar e dispensa a lixa na hora da manutenção. "Independente do
acabamento, todo o deque tende a escurecer com o tempo, devido à oxidação da
madeira", ressalva Décio Ivan.
É justamente essa característica que encanta. A arquiteta Beth Haddad, que
tem um deque de ipê no jardim abriu mão de qualquer acabamento. "Com o
tempo, o ipê adquire um tom acinzentado, fica lindo", diz.
Cumaru, itaúba, jatobá, garapeira e pinus tratados são outras opções de
madeiras duras, resistentes às intempéries e ao ataque de fungos e cupins.
Bem escolhido e montado, o deque dura de 30 a 40 anos, o que torna atraente
inclusive do ponto de vista financeiro: o metro quadrado instalado custa, em média, R$ 250,00. Os cuidados diários são dos mais simples: água e sabão
para lavar, sem produtos abrasivos que manchem as tábuas, são suficientes.
De resto, é tirar os sapatos e sentir na pele o contato com o calor da
madeira.
|
|
| |
|
|
|
|
|
|