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Proteção invisível
 
Seguro e eficaz para as laterais e o fundo de churrasqueiras, o vidro permite ao chef ver os convivas e a paisagem.
 
Temperado, sempre. Não, não e estamos falando dos petiscos feitos na brasa, mas sim, do vidro que preserva a churrasqueira contra ventos - e os convidados da fumaça. Para se manter intacta apesar da proximidade com a câmara de fogo, a 
placa tem de passar, durante a fabricação, por aquecimento e imediato resfriamento. Ou seja, deve receber um choque térmico, o que lhe confere o título de temperado. Assim torna-se cinco vezes mais resistente que o produto comum. Quaisquer furos são feitos antes do processo de têmpera, sejam para fixar a coifa, sejam para apoiar os espetos. "Depois de temperado, não se pode mais furar o vidro", afirma Issamu Kondo, da Vitrage. Outro fator importante é a espessura mínima de 10 mm. Há 14 anos no ramo, Issamu sugere 12 mm quando a largura da peça ultrapassar 1,40 m. Como suporte para o vidro, empregam-se canaletas de alumínio, com ou sem silicone.
 
Visual moderno
 

A fim de integrar churrasqueiro e convidados, os arquitetos Ana Lucia Spagnuolo e Marcos Ribeiro, de Santo André, SP, apostaram em uma divisória de vidro de 12 mm de espessura (0,95 x 1,60 m), presa entre duas canaletas. Uma fixa-se na laje e a outra é colada na bancada de granito preto com silicone, que não deve ter contato com a água. Por dispensar acabamento o aço inox foi eleito para a coifa suspensa, a 70 cm da gralha - esta é do tipo argentina: tem um canal para escoar a gordura e manivelas laterais que definem a altura da carne. Lã de rocha promove o isolamento térmico entre a câmara de fogo e a bancada. No teto e nas paredes, a tinta acrílica semibrilho facilita a limpeza da superfície. Equipamentos da Bella Telha.